Acusado pelos crimes de corrupção, fraude em licitações e organização criminosa, André Luiz dos Santos, o André Patrola, conquistou mais um contrato com a Prefeitura de Campo Grande. A empresa do construtor vai faturar quase R$ 7 milhões para fazer serviços de manutenção de ruas sem asfalto, com aplicação de revestimento primário, na região do Prosa.
Inclusive, a execução exatamente deste tipo de serviço levou André Patrola a ser um dos principais investigados na Operação Cascalhos de Areia, deflagrada pelo Ministério Público Estadual para apurar desvios milionários na prefeitura da Capital. Um grupo de empresários é acusado pelo desvio de R$ 45 milhões dos cofres do município. O processo tramita em sigilo na 5ª Vara Criminal.
Conforme termo de adjudicação e homologação publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de 20 de dezembro, a empreiteira André L. Dos Santos Ltda ganhou um dos sete lotes para manutenção de vias sem asfalto na Capital, pelo valor de R$ 6.928.237,03. A licitação estimava o valor total global por todos os lotes de R$ 40,3 milhões.
A homologação foi assinada no dia 11 de novembro, mas foi publicada apenas na sexta-feira antes da semana do Natal.
Sete empresas vão fazer a manutenção de vias urbanas não pavimentadas, com aplicação de revestimento primário, nas áreas das regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo, na Capital, e no distrito de Anhanduí.
Conforme o edital, atualmente em Campo Grande existe um total de 3.080,80 km de vias pavimentadas e 1.015,89 km de vias não pavimentadas. Com o objetivo de atender a necessidade de acesso da população, foi pensado para as vias não pavimentadas a execução de revestimento primário, que tem a função de proporcionar uma superfície de rolamento capaz de assegurar o tráfego em qualquer época do ano.
Não será permitido subcontratar, subempreitar, ceder ou transferir, total ou parcialmente o objeto da licitação.
Como de praxe, o prazo de vigência da contratação é de 12 meses, contados a partir da data do recebimento da Ordem de Execução de Serviço pela contratada, sendo prorrogável por até 10 anos. Os preços inicialmente contratados são fixos e “irreajustavéis” no prazo de um ano contado da data do orçamento estimado.