Na última sessão da Câmara Municipal, o vereador Tom Castro fez um pronunciamento carregado de emoção e marcado pela defesa do povo pantaneiro, pela valorização dos profissionais de saúde e pela cobrança de melhores condições de trabalho aos professores da rede municipal.
Durante a primeira parte de seu discurso, o vereador relatou visitas às fazendas Campo Verde, Santa Luzia e à região das Palmeiras, onde ouviu demandas dos moradores. Segundo ele, a principal preocupação da comunidade é a situação precária das pontes, que coloca em risco a segurança, especialmente das crianças que dependem do transporte escolar.
> “Meu patrão é o povo, e quando uma moradora me disse no mercado que eu só apareceria depois de quatro anos, entendi que preciso trabalhar ainda mais. Esse é o verdadeiro sentido da política: ouvir, agir e devolver a esperança ao povo pantaneiro”, afirmou o vereador.
Na segunda parte de sua fala, Tom Castro apresentou uma moção de congratulação à equipe do Hospital Municipal Paulino Alves da Cunha, que realizou um parto de emergência em uma jovem vinda do Pantanal. A criança nasceu prematura, mas foi salva graças à rápida resposta da equipe de enfermagem, liderada pelo enfermeiro Fernando dos Santos Souza, até a chegada do médico.
> “Vocês são heróis e heroínas. Profissionais como Fernando, doutor Gerson, enfermeiro Paulo Sousa e as técnicas Ana Caroline e Arlene Dorna são motivo de orgulho para Rio Verde. Vocês trouxeram ao mundo uma rio-verdense nata e devolveram àquela mãe a fé na vida”, declarou o vereador, emocionado.
Encerrando seu discurso, o parlamentar voltou-se à defesa dos professores municipais. Ele celebrou a vitória da retirada do município do Exame Nacional dos Docentes, mas alertou para dois pontos críticos: a ausência do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e os cursos obrigatórios fora do horário de trabalho, que prometem gratificação de 10% no salário, mas não são pagos caso haja faltas justificadas.
> “Isso é legal, senhor presidente? Se o servidor está à disposição da administração fora do seu horário, deveria receber hora extra, conforme determina a CLT. Nossos professores, em sua maioria mulheres, mães e avós, não podem continuar sendo penalizados dessa forma. A saúde e a dignidade dos nossos mestres têm que estar em primeiro lugar”, cobrou Tom Castro.
O discurso foi aplaudido por parlamentares e recebeu apoio de professores e moradores presentes na sessão. A matéria agora será encaminhada às comissões competentes da Câmara para análise das solicitações feitas pelo vereador.