A família de Epaminondas de Almeida Lima, 67 anos, se despediu do homem nesta quinta-feira (23). O PM (Polícia Militar) aposentado passou dez dias intubado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Campo Grande após sofrer parada cardiorrespiratória na Corrida do Pantanal.
Ao Campo Grande News, o filho de Epaminondas contou que, em 2002, o policial já havia sofrido um infarto e, quando se recuperou, voltou a praticar corrida. Ele dizia à família que queria morrer praticando o esporte que tanto amava.
“Eu o chamava de Braddock. Ele era um pai muito bom. Sempre se identificou com a corrida. Foi uma fatalidade inesperada para nós. Não esperávamos, mas ele dizia que, se fosse para morrer, que fosse correndo. Sempre amou a corrida mesmo', disse Robson Souza Lima, de 28 anos.
Segundo o rapaz, Epaminondas estava em estado grave desde o dia do incidente e podia morrer a qualquer momento. “Ele estava hospitalizado; a situação sempre foi grave. Estávamos aflitos. Realmente não esperávamos isso', pontuou Robson.
Ele destacou ainda que o militar era uma inspiração para os mais novos que estavam iniciando na corrida, tanto pela idade quanto pelo amor ao esporte, mas acabou sofrendo o terceiro infarto na madrugada de quarta-feira e não resistiu.
'Ele incentivava as pessoas na corrida. Então, ele ficava feliz. Ele participava de muitas corridas, até em outras cidades. Assim, ele praticava porque amava. Ele sofreu um infarto de madrugada; já tinha tido dois outros. Fez cateterismo', finalizou, bastante emocionado.
O sepultamento aconteceu na manhã de hoje no Cemitério Parque de Campo Grande, no bairro Pioneiros.