Para Tereza Cristina (PP), o Congresso deve pautar a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira sessão de 2026. Isso porque a senadora de Mato Grosso do Sul alertou para ano curto no Legislativo em Brasília.
“Este ano é um ano curto, é um ano de eleição. Nós vamos funcionar até maio, no máximo. Então, nós temos que ter prioridade naqueles projetos que são importantes”, disse. A senadora e vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) participou de evento da área no Tocantins.
Assim, comentou sobre projetos que a bancada agro deve priorizar. Entre eles, o do seguro rural. “O Governo segurou ele o máximo que pode, não queria que andasse, mas nós conseguimos que fosse aprovado no Senado e agora ele está na Câmara. Que a frente parlamentar possa ter um relator comprometido”, disse, sobre a matéria.
Além disso, destacou que o “seguro rural pode sanar uma série de dificuldades que nós temos hoje”.
O projeto que facilita a regularização das faixas de fronteira recebeu relatoria de Tereza na CRE (Comissão de Relações Exteriores) no Senado. A aprovação de matérias agro na Casa é classificada como “muito mais difícil para o agronegócio”, pela senadora.
“Foi feito um acordo, coisa. É um absurdo, perda de segurança para nós, porque querem fazer reforma agrária, se sobrar terra, tem que tomar da gente”, criticou. Então, garantiu que este é “outro projeto que temos que lutar, que a primeira sessão seja instalada e possamos derrubar todos os vetos sobre faixas de fronteira”.
Por fim, Tereza pontuou o projeto de licenciamento ambiental. “Para nós, é uma pequena parcela, mas muito importante”.
A senadora de MS comentou que “o meio ambiente tem travado e trazido insegurança para novos produtores rurais. É outro assunto que vamos precisar de muita força, muita energia”, adiantou.
Tereza finalizou com críticas ao Governo Lula. “Fico indignada quando vejo o Governo, presidente do Brasil, falando mal do nosso agronegócio, que alimenta e puxa a economia deste país. Querem gastar de maneira populista, dando o peixe e não ensinando a pescar”.