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Com Geraldo, União Progressista terá chapa da morte e dois favoritos devem ficar de fora
A ruptura que fez o PSDB perder os três deputados federais em Mato Grosso do Sul vai fazer uma parcela do grupo “pagar o pato”. A batata quente, para não sair dos chavões, acabou sobrando nas mãos da chapa do União Progressista (junção de PP e União).
01/04/2026 09h41
Por: JOAO PEDRO Fonte: Investiga Ms

Na última hora, Dagoberto Nogueira (PP), saiu do PSDB e foi para o PP, algo que já trabalhava há meses. Com isso, Geraldo Resende (PSDB), que concordou em ficar mesmo após a saída de Beto Pereira (PSDB), também decidiu sair.

Geraldo recebeu convites do Republicanos e PV, mas recusou para ficar no PSDB. Agora, na reta final, encontrou portas fechadas, após saída deDagoberto. Sem espaço, sobrou para Reinaldo Azambuja, comandante do grupo, apagar o incêndio.

Chapa da morte

Geraldo não é bem-vindo e não quer ir para o PL; não tem espaço no Republicanos, mas foi convidado e aceitou o União Brasil. Estaria tudo certo, se o partido não fosse federado com o PP.

 
 

Os pré-candidatos do PP não aceitam Geraldo e avisaram Tereza, mas o diretório nacional do União quer ganhar um deputado federal e , mais que isso, ter a chance de eleger até dois. Para isso, pode forçar Geraldo.

Se Geraldo for para a chapa, a boa notícia é que a coligação fará três deputados, mas a ruim é que dois dos considerados “grandes” devem cair.

A chapa terá três deputados com mandato (Geraldo, Dagoberto e Luiz Ovando), que já saem em vantagem, e ainda conta com Rose Modesto (União), favorita em pesquisas e cotada como mais votada; e Jaime Verruck, uma das prioridades do atual governo.

Com Geraldo, é grande a possibilidade de o União Brasil fazer dois e o PP um. Se Geraldo não for, a expectativa é de um empate (um a um) ou dois a um para o PP.

Os últimos dias serão de muita discussão e cara fechada até a decisão do destino dos candidatos para eleição de outubro.