Pollon viveu dia difícil quando Flávio Bolsonaro (PL) deixou vazar uma anotação que sugeria que ele teria pedido R$ 15 milhões para não ser candidato. Após o vazamento, Flávio negou e disse que se tratava do contrário: que alguém estaria inventando que ele pediu R$ 15 milhões e Gianni Nogueira, R$ 5 milhões.
Dias depois, Pollon viveu dias de glória, com Michele Bolsonaro divulgando uma carta de Jair Bolsonaro, ainda na cadeia, dizendo que ele seria o escolhido dele para o Senado no Estado. A alegria durou pouco, porque dias depois Reinaldo Azambuja se reuniu com Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, definindo que a palavra de Bolsonaro não teria efeito e que pesquisa indicaria o candidato.
Caso Flávio, Reinaldo e Valdemar da Costa Neto convençam Bolsonaro a não apoiar Pollon, o deputado pode ter problema para disputar a reeleição. Isso porque a presidente do PL nacional, Michele Bolsonaro, quer a esposa de Pollon, Naiane Bitencourt, como candidata a deputada federal em Mato Grosso do Sul.
Michele anunciou a pré-candidatura de Naiane em um evento em Mato Grosso, com a participação de Pollon, que na ocasião se declarava pré-candidato ao Governo. Hoje, ele não tem espaço no partido para disputar o governo e perdeu o prazo de troca de sigla.
Michele é muito próxima a Naiane e teria sido, inclusive, a responsável por pressionar Bolsonaro a divulgar a carta de apoio a Pollon, dias após a polêmica dos R$ 15 milhões. No PL, a maioria afirma que Pollon só foi anunciado para conter os efeitos da crise dos R$ 15 milhões, mas que a candidatura não deve ser oficializada.
Se for realmente barrado, Pollon ainda terá que brigar contra a preferência de Michele por Naiane. Recentemente, um boato de rompimento do casal provocou ainda mais especulação sobre a definição do PL. Todavia, a assessoria negou qualquer crise na família.