A bandeira de Mato Grosso do Sul e as cores de Rio Verde de Mato Grosso brilharam em solo africano. A ultramaratonista Josy Madruga concluiu com êxito o MDS RAID Namibia, uma jornada épica de 120 quilômetros dividida em quatro dias de provação física e mental no coração de um dos desertos mais antigos e áridos do mundo.
O desafio foi realizado na rigorosa modalidade de autossuficiência. Isso significa que Josy precisou carregar em suas costas todo o sustento necessário para a sobrevivência — incluindo alimentação e equipamentos essenciais — em uma mochila de aproximadamente 10 quilos. Nas dunas, cada grama transportada transformou-se em um teste de resistência para o corpo e para a mente.
Durante o percurso, a atleta enfrentou obstáculos naturais que testaram os limites humanos:
Terreno Hostil: Quilômetros de areia fofa que exigem esforço muscular dobrado a cada passada.
Dunas Monumentais: A ascensão de dunas que chegam a 300 metros de altura, verdadeiras muralhas de areia sob o sol escaldante.
Amplitude Térmica: Se o dia era marcado pelo calor sufocante, as noites no deserto traziam quedas bruscas de temperatura, exigindo resiliência para descansar em acampamentos improvisados e condições limitadas.
"A prova exige muito mais do que preparo físico; é um jogo mental de paciência e gestão de energia a cada quilômetro vencido," afirmam especialistas em provas de endurance.
A trajetória de Josy Madruga em ambientes extremos não é por acaso. Sua performance na Namíbia é a continuação de uma carreira dedicada à superação de limites. Em 2025, a atleta já havia mostrado sua força internacional ao participar do Marathon des Sables Legendary, no Deserto do Saara, no Marrocos.
Com a conclusão dos 120 km na Namíbia, Josy reafirma seu lugar entre os grandes nomes do esporte de resistência brasileiro, levando o nome de sua região para os cenários mais desafiadores do planeta.