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Grupo que roubou mais de R$ 2,3 milhões de aposentados é alvo de operação
Eles enganavam e faziam aposentados e beneficiários do INSS fazerem transações via Pix, passando-se por agentes bancários
26/05/2026 08h27
Por: JOAO PEDRO Fonte: Top mídias news

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Crédito Fantasma, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos contra idosos, aposentados e beneficiários do INSS. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas e Guarulhos.

 

A investigação é conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, em conjunto com a Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC/CI-MPMS), com apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo, do Gaeco de Campinas e da Polícia Civil paulista.

 

Segundo o MPMS, o grupo criminoso se passava por funcionários de bancos e instituições financeiras para enganar as vítimas. Os investigados utilizavam dados bancários obtidos ilegalmente e documentos falsificados para convencer os idosos a realizarem transferências via Pix.

 

Após os depósitos, os valores eram distribuídos entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Conforme a investigação, um dos alvos da operação movimentou mais de R$ 2,3 milhões durante o período investigado.

 

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, computadores e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações.

 

De acordo com o Ministério Público, a identificação dos suspeitos ocorreu após análise de dados bancários e telemáticos realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos, que encontrou dezenas de vítimas entre beneficiários do INSS.

 

O MPMS também fez um alerta para que a população desconfie de contatos não solicitados de supostos funcionários de bancos ou financeiras, principalmente quando houver pedidos de transferências, depósitos ou estornos via Pix. Segundo o órgão, instituições financeiras legítimas não solicitam transferências para terceiros como condição para cancelamento de contratos ou regularização de operações.