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Corredor Bioceânico amplia oportunidades para o agronegócio e fortalece integração comercial de Mato Grosso do Sul
Durante fórum internacional, secretário Artur Falcette destacou avanços da rota, redução de custos logísticos e acesso a novos mercados.
19/06/2026 09h35
Por: Davi Oliveira Fonte: Idest

A consolidação do Corredor Bioceânico como uma das principais estratégias de integração logística e comercial da América do Sul foi destaque nesta quarta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel sobre a Rota Bioceânica, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, apresentou os avanços do projeto, as oportunidades para o agronegócio sul-mato-grossense e os desafios para a implantação plena da rota.

Segundo o secretário, o Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul ao conectar o Estado aos mercados da Ásia e do Pacífico por meio de uma logística mais eficiente e competitiva.

“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou.

Ponte binacional é marco para viabilização da rota

Durante a apresentação, Falcette destacou a conclusão da Ponte Binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, como um dos principais marcos para a efetivação do corredor.

A estrutura é considerada estratégica para garantir a ligação terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, permitindo o acesso aos portos do Oceano Pacífico e ampliando as alternativas logísticas para exportação e importação de produtos.

Mais competitividade para a produção sul-mato-grossense

De acordo com o secretário, a nova rota terá impacto direto na competitividade dos produtos produzidos em Mato Grosso do Sul, especialmente commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados.

“Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais”, destacou.

Entre os benefícios apontados estão a valorização imobiliária, a expansão da infraestrutura logística, o fortalecimento do agronegócio, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico de municípios estratégicos como Porto Murtinho, Douradose Campo Grande.

O projeto também abre novas perspectivas para o turismo regional, especialmente em áreas do Pantanal e do Cerrado.

(Foto: Ana Christina)

Relação comercial com a Ásia ganha força

Falcette ressaltou que a rota ganha ainda mais importância diante da expansão das relações comerciais entre Mato Grosso do Sul e os países asiáticos.

A China permanece como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com destaque para os setores de celulose e carne bovina. Já os países que integram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) representam um mercado em crescimento para os produtos do Estado.

“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, enfatizou.

Desafios para a consolidação do corredor

Além das oportunidades, o secretário abordou os desafios que ainda precisam ser superados para a consolidação plena do corredor.

Entre eles estão a harmonização da legislação aduaneira, a celebração de acordos fitossanitários, a integração dos sistemas de transporte internacional e a qualificação profissional para atender às novas demandas logísticas.

Falcette destacou ainda que Mato Grosso do Sul vem fortalecendo sua posição estratégica ao longo dos últimos anos, impulsionado pela conversão de mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas produtivas e pelo compromisso de se tornar um estado carbono neutro até 2030.

O painel integrou a programação do Fórum Internacional da Agropecuária, evento que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para debater os desafios e as oportunidades da agropecuária brasileira diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.