O silêncio do presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sobre o segundo nome do partido ao Senado tem um motivo: ninguém sabe o que pode acontecer até o dia da convenção.
Nesta semana, um novo capítulo, com Marcos Pollon tirando satisfação com o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto. Na quarta-feira, o deputado se reuniu com Valdemar e deixou claro que não aceitará a decisão calado.
Na conversa, Pollon reclamou do vídeo postado por Valdemar, sem nenhum comunicado sobre a decisão. Pontuou que foi o mais votado no Estado para deputado federal e listou apoio de Michele e Eduardo Bolsonaro. Na tentativa de apaziguar a situação, Valdemar empurrou o caso para o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, que tentará uma solução com a família Bolsonaro.
Pollon tem como incentivadores a esposa de Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, e o filho, Eduardo Bolsonaro, de quem é amigo antes do mandato. Além disso, destaca que Jair Bolsonaro divulgou uma carta, em fevereiro, afirmando que ele seria um dos candidatos e não voltou a dizer que algo mudou.
A convenção do PL acontecerá no dia 1° de agosto, mas até o momento o partido não se pronunciou, oficialmente, sobre a escolha. Nem Pollon gravou vídeo após ser retirado da disputa no vídeo gravado por Valdemar da Costa Neto na semana passada, em parceria com Contar.
A previsão é de que esta corda sobre quem será o candidato do PL se arraste por mais alguns dias, até que Jair Bolsonaro decida, da prisão domiciliar, se rasga a promessa feita a Contar, de que escolheria por pesquisa, ou a Pollon, de que ele seria o candidato, o que lhe fez, inclusive, não se mudar para o Novo.