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Pesquisador natural de Rio Verde de MT-MS Lidera Estudo Inovador sobre Espécies Extintas com Destaque Internacional
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17/10/2024 23h00 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Pedrinho Bambam

 

A ciência brasileira está novamente em evidência, desta vez com um importante estudo liderado por Adryan Franklin Luiz Ferreira, natural de Rio Verde e doutorando em Biotecnologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Sua pesquisa, publicada recentemente na renomada revista Cell Reports Physical Science, está abrindo novas fronteiras na biotecnologia ao buscar a recuperação de moléculas de espécies extintas. O objetivo do estudo é aprofundar a compreensão da evolução dos sistemas imunológicos e abrir novas possibilidades no desenvolvimento de medicamentos.

 


Equipe de pesquisa da qual Adryan faz parte. Foto: Divulgação

 

Uma Iniciativa Inovadora

Adryan Ferreira, que atualmente reside em São Gabriel do Oeste e atua como professor em três escolas da região, coordenou a pesquisa sob a orientação do Dr. Octávio Luiz Franco, também da UCDB. O projeto contou ainda com a colaboração de cientistas de instituições de renome, como a Universidade da Pensilvânia (EUA) e centros de pesquisa na França e em Brasília.


Estudo realizado sob a orientação do Dr. Octávio Luiz Franco. Foto: Divulgação

A equipe utilizou dados genômicos retirados de um banco de dados global para investigar o DNA de espécies extintas e em risco de extinção, como a ararinha azul do Pantanal, o moa (ave extinta da Nova Zelândia) e o rinoceronte negro africano. A partir dessa análise, foram identificadas seis moléculas chamadas defensinas, que até então não constavam nos bancos de dados científicos. As defensinas são moléculas que desempenham papel crucial na defesa imunológica dos organismos.

Resultados Pioneiros na América Latina

A pesquisa de Ferreira é a primeira desse tipo a ser realizada na América Latina e a segunda em todo o mundo, o que coloca o Brasil em uma posição de destaque na área de biotecnologia. Segundo o pesquisador, "com essas defensinas, conseguimos contar a história de como o sistema imunológico desses animais evoluiu ao longo do tempo, identificando o que surgiu, o que desapareceu e o que é mais eficaz".

Além da descoberta de novas defensinas, a equipe também conduziu uma série de análises filogenéticas, hidrofóbicas e eletrostáticas para entender melhor as características físico-químicas dessas moléculas. Estudos de modelagem e dinâmica molecular foram fundamentais para avaliar o comportamento das defensinas em soluções salinas e no corpo humano.

Avanços na Ciência Brasileira

A pesquisa é um marco na biotecnologia e destaca o avanço da ciência brasileira. "Essa descoberta demonstra como a ciência no Brasil está avançada e como estamos conseguindo recursos para realizar esse tipo de análise. A deextinção molecular nos permite vislumbrar novos caminhos para a biotecnologia, oferecendo dados preciosos para o desenvolvimento de novos fármacos", ressaltou Ferreira.

A publicação na Cell Reports Physical Science é um reconhecimento do valor e da relevância da pesquisa para a comunidade científica global, colocando Adryan Ferreira e sua equipe como protagonistas em um campo de estudo que promete revolucionar a compreensão da biologia e trazer novas soluções para a medicina.