Na manhã desta segunda-feira, o Vaticano anunciou oficialmente a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, ocorrida às 7h35 (horário local), na Casa Santa Marta, onde residia. A notícia foi comunicada com profunda tristeza pelo camerlengo da Igreja, cardeal Joseph Farrell, diretamente da capela da residência papal.
“Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados”, declarou o camerlengo.
Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, foi o primeiro papa jesuíta e o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica. Seu pontificado foi marcado pela ênfase na misericórdia, no acolhimento dos excluídos e na reforma interna da Igreja.
A última aparição pública do Pontífice aconteceu neste domingo, na tradicional bênção “Urbi et Orbi”, durante as celebrações de Páscoa na Praça São Pedro. Visivelmente fragilizado, Francisco não leu pessoalmente a mensagem, que foi pronunciada pelo Mons. Diego Ravelli, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. No entanto, a força de suas palavras permanece viva:
“Cristo ressuscitou! Neste anúncio encerra-se todo o sentido da nossa existência, que não foi feita para a morte, mas para a vida. A Páscoa é a festa da vida! Deus criou-nos para a vida e quer que a humanidade ressurja!”
Sua mensagem ressaltou a importância da dignidade da vida humana, da solidariedade com os mais vulneráveis e da busca constante pela paz. “Quanta violência vemos com frequência também nas famílias, dirigida contra as mulheres ou as crianças!”, lamentou o Papa em sua fala final. Francisco ainda apelou pelo desarmamento global e pediu que os recursos destinados à guerra sejam usados em favor dos necessitados.
Papa Francisco será lembrado por seu estilo pastoral humilde e próximo das pessoas. Desde o início de seu pontificado, em 2013, recusou morar nos aposentos papais tradicionais, optando pela simplicidade. Viajou para as periferias do mundo, aproximando-se de refugiados, indígenas e minorias religiosas, sempre com uma mensagem de compaixão e inclusão.
A Igreja Católica, os líderes mundiais e os fiéis em todos os continentes agora se preparam para o funeral de um Papa que marcou profundamente a história recente do cristianismo e da humanidade. Seu legado de amor ao próximo, diálogo e justiça social permanecerá como um farol espiritual para gerações futuras.
As cerimônias fúnebres serão anunciadas nas próximas horas pelo Vaticano.