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Após fim de convênio com a PF, Polícia Civil quer rejeitar presos por narcotráfico em MS

Presos em flagrante estão passando a noite dentro das viaturas

Por O Norte News 11/07/2024 às 15:11:28

Desde a quarta-feira (10), as delegacias de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não estão recebendo ocorrĂȘncias de trĂĄfico de drogas depois do fim de um termo de cooperação entre a União e o Estado referente ao crime de trĂĄfico. Presos em flagrante por trĂĄfico acabam ficando dentro das viaturas.

Policiais Militares que fizeram prisões nesta quarta (10) não conseguiram entregar as ocorrĂȘncias e os presos tiveram de ficar nas viaturas não sendo possível ser entregues nas delegacias. Em uma das situações, foi necessĂĄrio acionar o Poder JudiciĂĄrio.

Com o acionamento do Poder JudiciĂĄrio para determinar quem receberia a ocorrĂȘncia, no caso específico, a Polícia Civil foi obrigada a recolher o preso. A Polícia Federal não aceitou receber.

O Jornal Midiamax recebeu denúncias de policiais que não conseguiram entregar as ocorrĂȘncias. "Equipes estão com presos sob sua custódia a mais de 20 horas em condições precĂĄrias devido a baixa temperatura.", disse um dos policiais.

"As equipes policiais ficam se deslocando ao fórum, onde o juiz da audiĂȘncia de custódia e não recebem, e vão para a delegacia o delegado não recebe.", disse indignado um policial.

O termo de cooperação seria de que a Polícia Civil receberia as ocorrĂȘncias de trĂĄfico de drogas, que seria de competĂȘncia da Polícia Federal. O acordo existe desde 2013 e desde então vem sendo renovado.

O convĂȘnio teria sido estabelecido em 2013 entre a União, por intermédio do Ministério da Justiça e com interveniĂȘncia do Departamento de Polícia Federal, e o Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

O Jornal Midiamax entrou em contato com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) para saber o que serĂĄ feito e foi informado que uma reunião sobre o caso estĂĄ ocorrendo nesta quinta-feira (11).

O Midiamax também entrou em contato com a Polícia Militar, mas até a publicação da matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Fonte: Midiamax

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