Na terça-feira, 24 de junho, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro (PP), encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral de MS (TRE-MS) o pedido de realização de um plebiscito, conforme previsto em lei, para que os moradores votem se concordam ou não com a proposta de alteração do nome.
Segundo o prefeito Réus Antônio Sabedotti Fornari (PP), a mudança não é apenas simbólica, mas representa um “anseio legítimo” da comunidade local. Ele defende que a nova nomenclatura refletirá melhor a identidade histórica, cultural e turística da cidade, além de evitar a constante confusão com Rio Verde de Goiás (GO).
“Trata-se de uma medida que visa alinhar a identidade do município com seus aspectos históricos e culturais, valorizando o potencial turístico regional”, justificou o prefeito.
Empresários, educadores, historiadores e representantes da sociedade civil também demonstraram apoio à mudança. Um dos defensores é o empresário José de Oliveira Souza, o Didi, proprietário de um balneário local:
“Essa demanda existe há mais de 30 anos. A confusão com a cidade de Goiás prejudica até ações logísticas e turísticas. Sou totalmente favorável.”
O engenheiro Edmar Pereira da Silva, ex-secretário de Obras do município, relatou problemas práticos causados pelo nome atual, como a entrega de estruturas de eventos na cidade errada.
Rio Verde é conhecida por suas belezas naturais, como rios de águas cristalinas, cachoeiras, trilhas, balneários e uma forte vocação para o turismo rural e de aventura. Com o nome Rio Verde do Pantanal, a cidade espera ampliar sua visibilidade e consolidar-se como polo turístico regional.
Fundada oficialmente há 72 anos, a cidade carrega traços históricos da Guerra do Paraguai e da exploração de pedras preciosas no início do século XX. Suas terras, antes da colonização, pertenciam aos povos indígenas Caiapós.
O empresário Pedrinho Bambam, defensor da valorização regional e do turismo sustentável, também manifestou apoio à proposta:
“Podemos ter uma identidade única, referência em turismo, uma vez que somos o portal do Pantanal. Aqui temos várias serras que dão acesso direto à planície pantaneira, e somos uma das cidades com maior área de Pantanal em todo o Mato Grosso do Sul”, destacou Bambam.
Segundo ele, a mudança não apenas corrige uma confusão geográfica, como também projeta a cidade com mais força para o cenário nacional e internacional.
Após o plebiscito popular, caso a maioria aprove a mudança, a Câmara Municipal deverá votar e aprovar um projeto de lei oficializando o novo nome. Em seguida, o prefeito sanciona a lei, e a alteração passa a ter efeito legal.
A data do plebiscito ainda será definida pelo TRE-MS, que foi oficialmente comunicado nesta semana.
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