Rio Verde de Mato Grosso viveu uma manhã histórica nesta sexta-feira, na Praça das Américas, durante o 4º Festival da Cultura Pantaneira. A apresentação da Cavalgada Cívica do Cavalo Pantaneiro emocionou o público e reforçou a importância desse animal que é um verdadeiro patrimônio cultural, econômico e histórico do Mato Grosso do Sul — e que tem forte presença no município.
A exibição reuniu criadores e admiradores da raça, evidenciando a força de Rio Verde como um dos maiores polos de criação do cavalo pantaneiro no estado.
O cavalo pantaneiro é mais do que um animal de trabalho: é um ícone que atravessa gerações e molda a identidade do povo do Pantanal. Sua história remonta aos séculos passados, quando equinos trazidos pelos colonizadores se adaptaram, naturalmente, às duras condições da maior planície alagável do mundo.
• Adaptação impressionante ao ambiente:
Forjado entre secas severas e cheias intensas, o cavalo pantaneiro desenvolveu cascos extremamente resistentes, capazes de enfrentar terrenos alagados, arenosos ou firmes — muitas vezes dispensando ferraduras.
• Rusticidade e baixa manutenção:
Graças à seleção natural, é um animal que come menos, resiste mais e exige custos reduzidos de manejo. É capaz de percorrer longas distâncias sem perder desempenho.
• Inteligência e habilidade na lida:
Ágil, corajoso e obediente, é considerado o melhor parceiro do peão pantaneiro. Aprende rápido e responde bem ao trabalho com o gado.
• Estrutura física ideal:
De porte pequeno a médio (mínimo de 1,45m), possui tórax profundo, facilitando a respiração e garantindo grande resistência em trajetos longos.
• Andamento macio:
Seu tradicional “andareco”, movimento entre o trote e a marcha, é confortável e muito apreciado por cavaleiros experientes.
Rio Verde de Mato Grosso se destaca como um dos maiores berços do cavalo pantaneiro, representando cerca de 22% dos animais registrados no Mato Grosso do Sul. O município sedia eventos importantes da raça, como a Raízes Pantaneira, que reúne criadores e especialistas do Brasil inteiro.
Além disso, muitos produtores locais integram a Associação de Criadores de Cavalo Pantaneiro do Mato Grosso do Sul (ACCPMS), que fortalece e divulga a raça nacionalmente.
O turismo também se beneficia: visitantes que chegam à região têm a oportunidade de vivenciar experiências autênticas, percorrendo trilhas pantaneiras montados em cavalos da raça — mesmo em períodos de cheia.

A secretária de Cultura, Esporte e Turismo, Josy Madruga, celebrou a participação da raça no festival:
“A apresentação do cavalo pantaneiro foi um dos maiores destaques da 4ª edição do Festival. É uma riqueza da nossa terra e um orgulho para Rio Verde. Ver a população reunida para prestigiar esse símbolo pantaneiro é emocionante”, afirmou.

O prefeito Reus, em sua fala durante o evento, reforçou o compromisso da gestão com a preservação das tradições regionais:
“Enquanto eu estiver à frente da administração, eventos dessa magnitude — que valorizam a cultura, o povo e as raízes pantaneiras — sempre irão acontecer. Rio Verde merece viver e celebrar sua história.”







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