A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, cumpriu na manhã desta sexta-feira (9) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 28 anos. Ele é investigado por violência doméstica após ser flagrado por câmeras de segurança agredindo a namorada com um golpe conhecido como “mata-leão” em uma conveniência da cidade.
O investigado chegou à delegacia sorrindo no momento em que era conduzido pelas autoridades. O vídeo que registra a chegada do acusado ao local sofreu aplicação de efeito para evitar a identificação do agressor, assim preservando a identidade da vítima.
O crime ocorreu no último sábado (3), em um estabelecimento na região central de Três Lagoas, município localizado a 323 quilômetros de Campo Grande. As imagens do circuito interno, que circularam em aplicativos de mensagens, foram fundamentais para a ação policial.
De acordo com a nota oficial da Polícia Civil, as imagens mostram o casal próximo ao caixa da conveniência quando se inicia uma discussão. O vídeo registra o momento em que o investigado aponta o dedo para o rosto da mulher de forma ameaçadora.
A vítima reage com um tapa na mão do homem, que responde com agressões físicas. O criminoso segura os braços da mulher, aplica o estrangulamento e a derruba no chão.
A discussão continuou na parte externa do local. O investigado tentou puxar a vítima pelo braço para levá-la embora, ocasionando a queda da mulher em via pública.
Segundo a apuração policial, o homem apresentava comportamento alterado e hostilizou testemunhas que tentaram intervir, chegando a empurrar outra mulher que tentava prestar auxílio à vítima. Relatos apontam que o suspeito teria ameaçado atirar em quem se intrometesse, alegando tratar-se de uma briga de casal.
Conforme apurado pelo Midiamax, o investigado já tinha passagens pelo mesmo crime. Em setembro do ano passado, ele foi preso em flagrante por violência doméstica, mas obteve liberdade condicional sob a obrigatoriedade de participar do grupo reflexivo “Dialogando Igualdades”, um programa voltado para a reeducação de autores de violência.
Naquela ocasião, a vítima havia solicitado medidas protetivas de urgência. No entanto, o processo foi arquivado após a mulher retirar a representação contra o autor. A apuração indica que a retirada da queixa ocorreu mediante coação, após a vítima ser ameaçada de ter imagens íntimas divulgadas pelo agressor.
A Polícia Civil informou que segue com as investigações, mantendo o acusado detido preventivamente por tempo indeterminado. Agora, o investigado permanece à disposição da Justiça.
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