A prefeita de Caarapó, Maria Lourdes Portugal (PL), recorreu à Justiça para denunciar o vereador Celso Capovilla do PL. Por meio de uma queixa-crime, a chefe do Executivo alegou ter sido vítima de calúnia e difamação.
Conforme a queixa-crime, o vereador, também de Caarapó, teria usado as redes sociais para atacá-la. No documento, consta que o parlamentar fez publicações mencionando a prefeita em outubro de 2025.
“Todos que me acompanham nas redes sociais devem ter visto, nos últimos dias, alguns pedidos de requerimento que apresentei na Câmara, solicitando informações sobre determinadas empresas. A prefeitura firmou o contrato de uma ata de 5,7 milhões e uma das pessoas, um dos sócios dessa ata, está proibida de contratar com o poder público por causa de enriquecimento ilícito, e eles aderiram a essa ata do mesmo jeito”, dizia uma das publicações do vereador.
Ainda de acordo com a queixa-crime, a segunda publicação na rede social do vereador foi questionando a prefeita sobre um escritório de advocacia.
“A Prefeitura possui hoje mais de seis advogados, e esse escritório de advocacia já foi pedido para suspender em vários lugares. Então, eu fiz outro requerimento, e eles sentiram”.
Conforme o documento, o vereador disse que sua esposa teria sido demitida a mando do marido da prefeita. No documento consta também que o parlamentar apagou as publicações, mas devido à quantidade de pessoas que tem em sua rede social, as supostas calúnias teriam se espalhado rapidamente pela cidade.
Ao Jornal Midiamax, o vereador se defendeu dizendo que as manifestações foram críticas políticas e institucionais, feitas no exercício do mandato e amparadas pela Constituição, que garante a liberdade de expressão e o dever de fiscalização do Legislativo.
“Em nenhum momento houve xingamentos ou ataques pessoais. Questionar contratos e empresas com histórico de irregularidades é dever do vereador. Ataques à vida pessoal não partiram de mim, isso é o que eles fazem e sempre fizeram quando se sentem contrariados.
O parlamentar ainda disse que causa estranheza que os fatos tenham ocorrido em outubro, a procuração aos advogados tenha sido assinada em novembro e a ação só tenha sido proposta em janeiro.
“Essa ação não passa de uma tentativa de me pressionar e intimidar na atividade legislativa, justamente porque sou incisivo no meu papel de legislador e fiscalizador, o que claramente causa incômodo”, afirmou o Capovilla.
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