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Polícia Corrupção

Novo escândalo de corrupção em Terenos tem fraude em contratos com prefeitura e Câmara

Operação do Gaeco foi às ruas de Campo Grande, Terenos e Rio Negro para prender seis investigados

21/01/2026 14h15
Por: Pedrinho Bambam Fonte: Midiamax
Novo escândalo de corrupção em Terenos tem fraude em contratos com prefeitura e Câmara

Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagraram, nesta quarta-feira (21), duas operações para combater fraudes em licitações em Terenos, cidade a 30 km de Campo Grande.

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Conforme apurado pela reportagem, um dos alvos é a empresa Impacto.

Em nota oficial, o Ministério Público afirma que foram expedidos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Alguns endereços ligados ao grupo de comunicação foram alvo de varredura no Carandá Bosque, em Campo Grande. Também houve ações no município de Rio Negro.

Os crimes ocorrem desde 2021 e tratam de fraudes em contratos com o município e Câmara Municipal de Terenos.

Enquanto a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com prefeitura e Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.

  • Collusion: 6 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão;
  • Simulatum: 7 mandados de busca e apreensão.

A expressão em inglês “Collusion”, que significa “conluio”, remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados com o objetivo de fraudar contratos públicos.

Já o nome “Simulatum”, que, no latim, quer dizer “simulado”, refere-se à forma de atuação dos investigados, os quais simulavam competição entre si com o objetivo de praticar os crimes em questão.

Sociedade

Francisco é sócio do empresário Urandir Fernandes de Oliveira na empresa BDM Dourado Digital Gestão de Ativos Ltda. (CNPJ 37.992.346/0001-23).

Urandir é proprietário da empresa Dakila Comunicações, que tem como sede um imóvel ao lado da casa de Francisco, no Carandá Bosque. O edifício passa por reforma.

Conforme apurado pela reportagem, a Dakila Comunicação, fundada em 2024, adquiriu o referido imóvel do grupo Impacto.

Apesar disso, nem Urandir, nem o grupo Dákila estão sendo investigados.

O Jornal Midiamax falou com a advogada do ecosssitema Dákila. Kézia Miranda ressaltou que “a BDM Dourado é uma outra empresa, ou seja, são empresas completamente distintas, objetos distintos e atividades distintas”.

A advogada explica que dois CNPJs em que Francisco consta como sócio de Urandir já estão em processo de liquidação e baixa contábil.

Ainda que as buscas do Gaeco se restringiram a um imóvel vizinho ao prédio que pertence ao grupo Dákila, “sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo ou com seu fundador [Urandir]”.

Varredura na casa de empresário

Os agentes do Gaeco estiveram na casa do empresário Francisco Elivaldo de Souza e no escritório do grupo Impacto, que fica em frente à residência, no bairro Carandá Bosque.

À reportagem, o advogado de Francisco, Renan Augusto Vieira, disse que ele não irá se pronunciar para “não atrapalhar as investigações”.

Conforme dados públicos da Receita Federal, a empresa Impacto Empresa de Jornalismo Ltda. existe desde 1987 e tem como principal atividade econômica a edição de jornais diários, mas também atua com rádio, publicidade e marketing.

Com capital social de R$ 21 mil, o único proprietário da empresa consta como Francisco.

Gaeco desmonta esquema de corrupção liderado por prefeito de Terenos

Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless, contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos.

Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). O prefeito Henrique Budke (PSDB) é apontado como líder da organização criminosa.

A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.

Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.

O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços e aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.

A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.

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