Dois homens suspeitos de matar o professor Arcir Bento Júnior, de 62 anos, durante um latrocínio em uma chácara na zona rural de Arealva (SP), foram presos após fugirem com bens da vítima e atravessarem cidades do Mato Grosso do Sul; o carro foi localizado em Brasilândia e as prisões ocorreram em Três Lagoas, na segunda-feira (2).
Segundo o registro da ocorrência em São Paulo, o corpo do professor foi encontrado na garagem da chácara onde ele morava sozinho, com as mãos amarradas por um cabo azul e sinais de estrangulamento. A confirmação da causa da morte depende de laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Após o crime, os suspeitos teriam levado um Celta preto, ano 2009, uma motocicleta Honda CB 500F prata, ano 2020, além de um aparelho celular.
De acordo com as apurações, câmeras de monitoramento flagraram o carro circulando por rodovias e por municípios como Paulicéia, Brasilândia e Três Lagoas. As imagens levaram a Polícia Civil de Arealva a aprofundar as investigações e a acionar equipes de outros municípios.
O boletim aponta que o corpo já estava em estado de decomposição quando foi localizado, por volta das 11h.
No dia 31 de janeiro, por volta das 11h30, os suspeitos teriam vendido o Celta em Brasilândia por R$ 6 mil. Do total, R$ 4 mil foram pagos por Pix para uma chave atribuída a Joabe, e R$ 2 mil em dinheiro.
Parte da negociação teria ocorrido em um bar e outra em uma loja. O carro permaneceu com o comprador até a segunda-feira, quando policiais o localizaram na Rua João Horácio, no Jardim Primavera.
Após a confirmação de que se tratava do veículo levado no latrocínio, o comprador foi encontrado e afirmou ter verificado possíveis restrições antes da compra, sem identificar impedimentos. O carro foi recuperado e encaminhado à Delegacia de Polícia de Brasilândia, junto com o comprador, para as providências cabíveis.
Durante as diligências, policiais também foram até uma casa no Reassentamento Porto João André, em Brasilândia, onde os suspeitos teriam passado a noite após o crime.
No local, outro envolvido informou o pernoite e disse que transportou os dois até uma loja de celulares e eletrônicos. Segundo a investigação, na loja os suspeitos venderam o celular da vítima e compraram outro aparelho.
Parte do valor da negociação, R$ 200, também teria sido repassada por Pix para a mesma chave usada na venda do carro. As buscas terminaram em Três Lagoas, onde Joabe Eduardo dos Santos e Davi dos Santos Barbosa foram presos por equipe da Polícia Civil.
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