A menina de 4 anos resgatada na tarde desta quinta-feira (5), em Rio Verde de Mato Grosso, teria sido “trocada” por R$ 50, conforme apuração da Polícia Civil. A mãe da criança, de 30 anos, prestou depoimento e admitiu ter recebido o valor, que classificou como uma “ajuda”, para permitir que a filha fosse levada por uma mulher que acabou presa em flagrante, suspeita de tortura.
Segundo a investigação, desde que a menina saiu de casa, há cerca de um ano, a mãe teria falado com a filha apenas uma vez, por meio de videochamada. Em depoimento, ela afirmou que trabalha como cozinheira em uma fazenda da região e recebe cerca de R$ 1.500 por mês. Atualmente, mora em Pedro Gomes, a aproximadamente 100 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso, e vive com apenas uma das três filhas, diagnosticada com autismo.
Ainda conforme relatado à polícia, outra criança, de 7 anos, também foi entregue a uma irmã da mulher presa. A mãe explicou que, durante as férias de 2025, a irmã da suspeita foi até Pedro Gomes e pediu para levar a menina mais velha para passar o período em Rio Verde, o que foi autorizado. No início do ano letivo, a mulher teria buscado também a criança de 4 anos.
A mãe afirmou que só tomou conhecimento das agressões sofridas pela filha após ter acesso a reportagens sobre o caso. Disse ainda que chegou a iniciar um processo de transferência de guarda, mas não deu continuidade. Posteriormente, segundo ela, a suspeita teria ingressado com um pedido de adoção sem o conhecimento da mãe biológica.
Questionada sobre um possível acordo financeiro envolvendo a entrega das crianças, a mulher negou qualquer negociação. Em depoimento, declarou que a proposta foi apresentada apenas como ajuda, sem pagamento, e que em uma única ocasião solicitou R$ 50, valor que teria sido enviado. Ela também afirmou que nenhuma das filhas relatou ter sido maltratada enquanto esteve sob os cuidados das mulheres.
A irmã da suspeita, uma doméstica de 60 anos, também foi ouvida pela polícia. Ela afirmou que via a criança com ferimentos com frequência, mas que recebia a justificativa de que se tratavam de acidentes. Disse ainda que decidiu ajudar por perceber a situação de vulnerabilidade das meninas e que ficou responsável pela criança de 7 anos, que está em processo de adoção.
O caso veio à tona após uma denúncia recebida pelo Conselho Tutelar, informando que a menina apresentava diversos ferimentos. As conselheiras constataram sinais de violência e acionaram a Polícia Militar. A criança foi encaminhada ao hospital para avaliação médica, onde profissionais de saúde identificaram lesões de diferentes períodos, levantando a suspeita de violência continuada.
A mulher de 51 anos foi presa em flagrante e afirmou à polícia que não é mãe da criança, alegando que assumiu os cuidados devido a problemas familiares envolvendo os pais biológicos. O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.
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