Quarta, 17 de Junho de 2026
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Sinais de luta e sangue: brigas eram frequentes entre filho e Nilza, morta a facadas em Coxim

Marido e filho de Nilza estão presos desde domingo (22) pelo feminicídio

23/02/2026 11h09
Por: JOAO PEDRO Fonte: Midiamax
Sinais de luta e sangue: brigas eram frequentes entre filho e Nilza, morta a facadas em Coxim

O marido de Nilza de Almeida Lima apresentou versões diferentes sobre o horário em que o feminicídio aconteceu e alegou brigas frequentes entre a vítima e o filho, em Coxim, cidade distante 239 quilômetros de Campo Grande.

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Nilza tinha 50 anos quando foi encontrada morta com uma facada no abdômen, na manhã de domingo (22), em casa. Os suspeitos do crime são o marido, Marcio Pereira da Silva, de 46 anos, e o filho, Gabriel Lima da Silva, de 22.

A PM (Polícia Militar) foi acionada por um vigilante de 48 anos. Ele passava pelo local e foi abordado por Marcio, que pediu ajuda. Na ocasião, Marcio teria dito que a esposa havia sido esfaqueada e solicitou que o vigilante acionasse a PM e o Corpo de Bombeiros.

Assim, a equipe da PM foi até o imóvel onde ocorreram os fatos e encontrou o marido de Nilza, bem como sinais de luta dentro do imóvel. Aos militares, Marcio disse, inicialmente, que a esposa e seu filho permaneceram na casa após uma discussão verbal. Segundo ele alegou, as desavenças entre mãe e filho eram frequentes.

Marcio ainda alegou que, cerca de 40 minutos antes de acionar a polícia, saiu de casa e foi até a residência de sua filha para buscar uma garrafa com gelo.

Ao retornar para a casa, por volta de 4h30 da madrugada, encontrou Nilza caída e pedindo socorro. Naquele momento, Marcio disse que não viu o filho no imóvel. Ele afirmou ter pedido ajuda a um morador que passava pelo local, para que ele acionasse o socorro.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou Nilza deitada em um colchão na sala. Em seguida, os militares constataram o óbito da vítima.

Versão divergente do marido

Diante dos fatos, a Polícia Civil esteve no local, juntamente com a Perícia. Lá, o marido de Nilza teria alterado a versão aos policiais, alegando que o crime teria ocorrido por volta das 20h de sábado (21). Ele apresentou um comportamento agressivo, foi algemado e preso.

Ainda em diligências sobre o feminicídio, uma equipe da PM encontrou o filho da vítima caminhando pela Rua Visconde de Taunai, no bairro Senhor Divino. Quando abordado, Gabriel passou a questionar os policiais sobre o paradeiro da mãe.

Na abordagem, os policiais constataram que Gabriel estava com um corte no lado esquerdo do rosto. O rapaz alegou que a lesão teria sido causada pelo seu pai. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Coxim, onde o caso é investigado como feminicídio.

Nilza é a terceira vítima de feminicídio neste ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro e vitimou Rosana Candia Ohara — assassinada pelo ex-companheiro, em Corumbá. A primeira vítima de feminicídio em 2026 foi Josefa dos Santos. Ela foi assassinada pelo marido, que se matou após o crime, na região de Damacuê, distrito de Bela Vista.

Feminicídios registrados em MS em 2026:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de janeiro.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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