Terça, 16 de Junho de 2026
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Presos em Sidrolândia, ‘Frescura’ e esposa constroem e vendem casas para lavar dinheiro

Ueverton Frescura é peça-chave em nova ação contra corrupção, aponta Gecoc

26/02/2026 16h17
Por: JOAO PEDRO Fonte: Midiamax
Presos em Sidrolândia, ‘Frescura’ e esposa constroem e vendem casas para lavar dinheiro

O casal Ueverton Macedo da Silva, o Frescura, e a esposa Juliana Paula da Silva foram presos na Operação Camuflagem, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26), em Sidrolândia.

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Trata-se de desdobramento da Operação Tromper, que revelou grande esquema de corrupção na cidade.

Agentes do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) cumpriram cinco mandados de prisão. Além disso, fizeram buscas nos endereços ligados aos alvos, até mesmo no telhado de Frescura, que já deu ‘balão’ uma vez no Gaeco ao esconder celular em um suposto bunker em sua casa. Aliás, ele tem condenação de 3 anos por obstrução da Justiça e mais de 30 anos por corrupção na Tromper.

Após a prisão do empresário e da esposa, o advogado que representa os acusados, Arlei Freitas, disse que irá o quanto antes pedir prisão domiciliar para Juliana, que tem filho pequeno. “Vamos analisar os fatos que levaram às prisões e adotar as medidas cabíveis”, declarou.

Também foi presa mulher identificada como Flaviane Barbosa. Ela seria contratada por ‘Frescura’ para assinar projetos de engenharia.

Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende.

O advogado de Flaviane estava na delegacia de Sidrolândia, mas não quis se manifestar. O espaço segue aberto para posicionamento.

Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção

Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou em Sidrolândia a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.

Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.

Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.

*Colaborou Pietra Dorneles.

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