O policial militar Nilson Procedônio Espíndola, um dos presos na chamada “Máfia dos Cigarreiros”, foi transferido para a reserva remunerada. A máfia de contrabando de cigarro foi desarticulada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) durante a Operação Oiketicus, deflagrada em maio de 2018, ocasião em que Nilson Procedônio foi alvo.
Nesta quinta-feira (26), a portaria assinada pelo comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), no Diário Oficial do Estado, trouxe a aplicação da Reforma Administrativa Disciplinar ao policial.
“RESOLVE: Aplicar a Reforma Administrativa Disciplinar, com fundamento nos termos do art. 86 inciso II, do art. 94 e do art. 95 inciso VI, todos da Lei Complementar n. 053/90, combinados com a letra “a” do inciso IV e § 2° do art. 13 do Decreto n. 1.261, de 02 de Out 81 ao 3° SGT QPPM RESERVA REMUNERADA NILSON PROCEDONIO ESPINDOLA, decorrente de decisão proferida em Conselho de Disciplina regularmente concluído”, diz a publicação.
Assim, Nilson foi para a inatividade como consequência de crime militar, mas teve a remuneração mantida.
Em janeiro de 2024, foram excluídos das fileiras da PMMS os seguintes militares: o cabo Lisberto Sebastião de Lima, soldado Ivan Edemilson Cabanhe, os subtenentes Elvio Barbosa Romeiro e Angelucio Recalde Paniagua, além do sargento Jhondnei Aguilera e os cabos Valdson Gomes de Pinho e Erick dos Santos Ossuna.
A primeira fase da Operação Oiketikus foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Corregedoria Geral da Polícia Militar em 2018.
Na operação, foram presos 29 policiais, que foram denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, por integrarem a chamada Máfia dos Cigarreiros.
As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina. Com isso, eles interferiam na fiscalização de caminhões carregados de cigarros.
Isso para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos. Os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas. As atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos.
Entre os nomes que aparecem como presos nas operações, estão:
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