O policial civil de SP, Cléber Rodrigues Gimenez, 47 anos, preso depois de investigações de esquema de tráfico de drogas, recebia informações sobre os carregamentos de cocaína que saíam de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, de informantes do Estado.
Cléber Rodrigues tinha uma empresa que movimentou R$ 81 milhões em 5 anos. Ele não tinha funcionários e, segundo Josmar Jozino, do UOL, ele era investigado por lavagem de dinheiro e comandava o maior esquema de corrupção da história da Polícia Civil.
Para a Corregedoria da Polícia Civil de SP, ele foi considerado o maior traficante da corporação. A reportagem também apurou que o policial e os integrantes do grupo tinham informantes em Mato Grosso do Sul, que avisavam sobre os grandes carregamentos de cocaína que saíam de Corumbá e de outras cidades do Estado com destino a São Paulo.
Os informantes compartilhavam todos os dados dos caminhões e dos motoristas. No momento que os caminhões cruzavam a divisa com São Paulo, eram abordados pela equipe do investigador. Contudo, não há informações de quem seria informante de Cléber em Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações, há indícios de que os R$ 81 milhões foram arrecadados por meio do desvio de grandes quantidades de cocaína e maconha apreendidas com traficantes em falsas investigações policiais. Gimenez era chefe dos investigadores do 77º DP (Santa Cecília).
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