A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou empresas e cidadãos sobre tentativas de golpes praticados por criminosos que utilizam o nome da instituição para obter dinheiro de forma fraudulenta.
Segundo a agência, a maioria dos casos envolve contatos feitos com empresas que possuem processos em análise na Anvisa. Os golpistas entram em contato por telefone, mensagens de WhatsApp ou e-mails utilizando nomes de servidores ou diretores da instituição e exigem pagamentos sob a promessa de agilizar ou resolver demandas administrativas.
De acordo com a Anvisa, muitas empresas acabam realizando o pagamento e, dias depois, recebem a aprovação de seus processos. Isso acontece porque os criminosos monitoram o andamento dos pedidos no site da agência e conhecem o prazo médio de análise, criando a falsa impressão de que o pagamento influenciou no resultado. A agência reforça que esses valores são direcionados a golpistas e não têm relação alguma com a análise dos processos.
A Anvisa também identificou golpes voltados diretamente ao público em geral. Nesse tipo de fraude, criminosos simulam páginas semelhantes ao site oficial da agência ou a outros portais governamentais para vender medicamentos, principalmente produtos voltados ao emagrecimento.
A orientação é que cidadãos e empresas não cliquem em links enviados por e-mail ou mensagens que utilizem o nome da Anvisa para vender medicamentos ou solicitar pagamentos. A agência recomenda ainda verificar sempre o domínio dos e-mails e o endereço dos sites acessados, lembrando que o portal oficial da instituição está disponível na plataforma do governo federal.
Em caso de dúvida, a recomendação é buscar atendimento apenas pelos canais oficiais da agência, como o telefone 0800-642-9782 ou os formulários disponíveis no site institucional. A Anvisa também orienta que publicações suspeitas encontradas em redes sociais sejam denunciadas na própria plataforma.
A agência esclarece ainda que todas as taxas relacionadas aos serviços prestados são pagas por meio da GRU (Guia de Recolhimento da União). Em alguns sistemas eletrônicos, como o Solicita e o Porto Sem Papel, também é possível realizar o pagamento por Pix, mas sempre dentro dos ambientes oficiais.
A Anvisa reforça que nunca solicita depósitos bancários ou transferências diretas por Pix a empresas ou usuários. Quando há algum débito junto à instituição, a notificação ocorre por meio de documento oficial em papel timbrado enviado pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por publicação de edital no Diário Oficial da União, onde constam todas as orientações para a regularização.
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