A Força Nacional do Sistema Único de Saúde chega a Dourados nesta quarta-feira (18) para integrar a força-tarefa de combate à epidemia de chikungunya nas aldeias indígenas do município. A doença já provocou quatro mortes e soma centenas de casos confirmados ou sob investigação na Reserva Indígena local.
A agenda da equipe começa com reuniões de alinhamento com autoridades e técnicos da saúde, incluindo o diretor da FN-SUS, Rodrigo Guerino Stabeli. Estão previstos encontros para avaliação da situação epidemiológica e definição das estratégias de atuação conjunta com as secretarias de saúde de Dourados e de Itaporã. A missão nas aldeias deve começar na quinta-feira (19), embora a duração da operação ainda não tenha sido informada.
A Força Nacional atua em emergências de saúde pública, oferecendo assistência especializada, apoio técnico e logístico, além de atendimento médico e diagnóstico rápido. A ação ocorre em cooperação com a Secretaria Especial de Saúde Indígena e com o Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal Grande Dourados), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que já iniciou atendimentos na aldeia Jaguapiru com equipes multiprofissionais e busca ativa de pacientes.
Os profissionais realizam triagem, coleta de exames, medicação e acompanhamento dos casos. Pacientes em estado mais grave são encaminhados para unidades hospitalares da região. Segundo relatos das equipes em campo, há famílias inteiras com sintomas, muitos com dores intensas e dificuldade de locomoção, além de crianças com febre alta.
Dados da prefeitura apontam que quatro mortes já foram confirmadas, três na aldeia Jaguapiru e uma na aldeia Bororó, incluindo um bebê de três meses. Ao todo, são mais de 400 casos notificados na Reserva, dos quais mais de 200 foram confirmados. As aldeias concentram a maior parte das ocorrências, o que tem pressionado o sistema de saúde local.
Paralelamente, equipes municipais, estaduais e da Sesai realizam mutirões para eliminar focos do Aedes aegypti, transmissor da doença. A maioria dos criadouros tem sido encontrada em caixas d’água e acúmulo de lixo, reflexo da falta de abastecimento regular e de coleta domiciliar. A Reserva abriga cerca de 21 mil indígenas e conta com quatro unidades básicas de saúde, o que aumenta o desafio para conter o avanço da epidemia.
Com informações do site Dourados News
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