Os sete ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenaram por unanimidade o ex-deputado federal Loester Trutis e a esposa, Raquelle Lisboa Alves de Souza, pelo desvio de R$ 776 mil do fundo eleitoral das eleições de 2022.
O julgamento do agravo de instrumento apresentado pelo casal foi analisado e votado em sessão virtual de 13 a 19 de março.
Assim, os seis ministros acompanharam o voto do relator do caso, Antonio Carlos Ferreira. Com a decisão do Tribunal, o caso não cabe mais recurso, por ser em esfera eleitoral.
Em novembro de 2024, a Justiça Eleitoral condenou o casal por gastos ilícitos durante as eleições de 2022. O casal foi denunciado por desvio de R$ 776 mil em recursos eleitorais.
Na época, a Justiça Eleitoral julgou procedente a representação eleitoral proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral de MS. Por unanimidade, reconheceram a captação e os gastos ilícitos.
Por isso, destacaram como fundamento o art. 30-A, §2º da Lei nº 9.504/1997, que dispõe sobre a negação do diploma ao candidato que teve gastos ilícitos para fins eleitorais comprovados.
São apontados como gastos ilícitos R$ 327 mil pagos pelo ex-deputado e R$ 449 mil pagos por Raquelle. O julgamento aconteceu em 9 de setembro de 2024, quando o processo estava em segredo de Justiça.
Contudo, o sigilo foi derrubado pela Justiça Eleitoral. Depois de perderem, levaram o julgamento ao TSE, que decidiu pela condenação.
Trutis foi candidato à reeleição em 2022 e Raquelle concorreu a deputada estadual. Eles não venceram nas urnas.
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