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Edivaldo foi preso no último dia 18 por contrabando milionário de eletrônicos

Edivaldo foi preso no último dia 18 por contrabando milionário de eletrônicos

30/03/2026 13h56
Por: JOAO PEDRO Fonte: Midiamax
Edivaldo foi preso no último dia 18 por contrabando milionário de eletrônicos

Dias após a soltura do policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o “Manga Rosa”, Edivaldo Quevedo da Fonseca também teve a liberdade concedida. A Justiça Federal concedeu a liberdade provisória ao policial na tarde da última sexta-feira (27), mediante pagamento de fiança de R$ 16 mil.

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“Manga Rosa”, Quevedo, um policial militar da reserva e três policiais rodoviários federais aposentados foram alvos da Operação Iscariotes, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal, por contrabando milionário de eletrônicos, no último dia 18.

Há uma semana, Edivaldo e Célio foram afastados compulsoriamente de suas funções, três dias após perderem os cargos de chefia. Foi determinado o recolhimento da arma, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinados aos policiais. 

A defesa de Edivaldo pediu pela revogação de sua prisão preventiva, alegando que não há atribuição de conduta específica em desfavor dele. Também, defendeu “que estão ausentes os pressupostos da custódia cautelar, bem como a inexistência de fatos novos e contemporâneos a justificar a medida”.

O MPF (Ministério Público Federal) se manifestou contra o pedido. No entanto, o juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, concedeu a liberdade provisória com algumas medidas cautelares.

Motivos da liberdade provisória

Na decisão, o magistrado pontuou que foi imputada ao policial a prática de facilitação de contrabando e corrupção passiva, crimes que teriam sido cometidos enquanto ele atuava como investigador.

O juiz federal também explicou que há evidências de que o policial transportava mercadorias ilícitas e, inclusive, foi preso em flagrante em 26 de dezembro de 2024, quando levava 193 celulares em um T-Cross. Contudo, pontuou que não há elementos concretos que evidenciam a possível participação de Edivaldo nos fatos investigados.

Sobre a ausência de fatos novos e contemporâneos que a defesa alegou, o magistrado justificou que as investigações demonstram que o grupo operou entre 2023 a 2025, sendo que Edivaldo usava de sua função pública para atuar como “garantidor”.

Além disso, as investigações demonstram que o grupo criminoso estava em plena operação entre os anos de 2023 a 2025, sendo que o requerente, em tese, servia-se de sua função pública para atuar como “garantidor”. Logo, improcede a alegação da defesa sobre a ausência de contemporaneidade dos fatos”, diz trecho da decisão.

Apesar disso, como os principais líderes — os donos das lojas de aparelhos celulares — foram presos e foi determinado o afastamento de Edivaldo da Polícia Civil, o juiz federal determinou a liberdade provisória. Ele pontuou que o mesmo entendimento foi adotado em relação ao “Manga Rosa”.

Com efeito, o requerente é tecnicamente primário, detém ocupação lícita e endereço fixo. Ademais, não há indicativo de risco concreto à continuidade da investigação, eis que outras diligências tendentes à produção de provas, a exemplo da busca e apreensão, já foram cumpridas. Para além disso, presume-se que a prisão dos indigitados líderes do grupo seja suficiente para fazer cessar a atividade ilícita, como citado”, determinou.

Medidas cautelares

O investigador ganhou liberdade provisória mediante pagamento de fiança no valor de R$ 16.210, equivalente a dez salários mínimos. Assim como no caso de Célio, o magistrado entendeu que a tornozeleira eletrônica é desnecessária para Edivaldo.

Além da fiança, o investigador deverá comparecer periodicamente em juízo para informar suas atividades e manter endereços e número de telefone atualizados. Ele está proibido de sair de Campo Grande e mudar de endereço sem autorização judicial prévia e específica, bem como de cometer crimes ou contravenções penais.

Em caso de descumprimento das medidas impostas pela Justiça Federal, o investigador poderá ser preso novamente.

Loja de celulares interditada durante a operação. (Reprodução, Receita Federal)

Operação Iscariotes

Em Mato Grosso do Sul, as equipes cumpriram mandados em Campo Grande e Dourados, sendo alguns nas delegacias e em residências de policiais. Em Minas Gerais, estado que recebia os eletrônicos contrabandeados, são alvos os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros.

Além dos policiais, uma empresa da mesma família teve quatro lojas interditadas dentro do Camelódromo de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (18).

A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro.

Após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente em Minas Gerais. A organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos.

Policiais federais e equipes da Receita Federal apreenderam diversas mercadorias em lojas do Camelódromo. (Madu Livramento, Midiamax)
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