Terça, 16 de Junho de 2026
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‘Brigavam muito’, dizem vizinhos de PM morta com tiro pelo companheiro em Campo Grande

Vizinhos relataram brigas constantes entre o casal

06/04/2026 17h24
Por: JOAO PEDRO Fonte: Midiamax
‘Brigavam muito’, dizem vizinhos de PM morta com tiro pelo companheiro em Campo Grande

Relacionamento conturbado e marcado por brigas. É assim que vizinhos da subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Marlene de Brito Rodrigues, definem o relacionamento dela com o companheiro, preso em flagrante, nesta segunda-feira (6), por feminicídio.

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corpo de Marlene foi encontrado com uma marca de tiro, na casa onde ela morava, no bairro Estrela Dalva, na região norte de Campo Grande. Testemunhas teriam visto o companheiro dela com uma arma na mão e sujo de marcas de sangue. Pouco depois, ele foi preso em flagrante e encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

O crime chamou atenção da vizinha. Marlene atuava na AJD (Ajudância Geral) e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela era considerada uma mulher calma, alegre e extrovertida. No entanto, a vizinhança garante que as brigas entre ela e o companheiro eram constantes.

Era estranho o dia que não tinha briga”, diz um vizinho — que prefere não se identificar. A informação foi confirmada por outro morador que também conhecia o casal. “Eles já passaram na rua brigando”, afirma. “Só via ele brigando, xingando e saindo falando alto; e ela, quieta”, diz outro vizinho.

Apesar das brigas constantes, o femicídio surpreendeu os moradores da região. “Eu fico em choque. Vi o bombeiro passar, mas não imaginava que daria nisso. Ela era gente boa demais”, lamenta um conhecido da vítima.

Marlene de Brito Rodrigues estava na Polícia Militar há 37 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo relatos, após o relacionamento, Marlene teria se afastado da família e de amigos mais próximos. “Parece que ela tinha se afastado das pessoas depois que ela começou a se relacionar com ele. Ela era muito reservada”, relata.

Amiga de longa data, Maria de Fátima Lopes, que conhecia Marlene há cerca de 30 anos, lembrou da última vez em que conversou com a policial. “Ela disse que ficar em casa era muito cansativo e que, por isso, voltou a trabalhar, e essa foi a última vez que nos encontramos. Criamos nossos filhos juntos e nem sabia que ela estava nesse relacionamento”, frisa.

Segundo relatos, Marlene era considerada calma, alegre e extrovertida. “A vida toda ela foi sozinha. Era muito amiga da gente, uma pessoa muito extrovertida, alegre e contente. Nunca teve problema com nenhum vizinho, com ninguém, até onde eu sei. No que ela pudesse ajudar, ajudava”, lembra a amiga.

“Não posso falar nada sobre ele, porque não conheço, mas era uma pessoa muito calma, tranquila. Não acreditei quando eu peguei o celular e vi que era ela. Não dá pra acreditar, não tenho palavras.”, frisa uma amiga de Marlene.

Feminicídio de subtenente da PMMS

Subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Marlene de Brito Rodrigues foi encontrada morta no fim da manhã desta segunda-feira (6), no bairro Estrela Dalva, na região norte de Campo Grande.

Testemunhas teriam visto o companheiro dela com uma arma na mão e sujo de marcas de sangue. Ele teria apresentado versões contraditórias ao ser questionado sobre as circunstâncias da morte da militar.

O feminicídio foi confirmado poucas horas após o corpo de Marlene ser encontrado. O companheiro dele — que não teve nome e idade divulgados — foi preso em flagrante e conduzido para o camburão da Força Tática da Polícia Militar. Ele entrou na viatura algemado e de cabeça baixa.

Marlene é a primeira vítima de feminicídio em 2026 em Campo Grande. Ela foi morta com um tiro no pescoço. Ela estava fardada e em horário de almoço. As circunstâncias ainda são investigadas.

A subtenente estava há 37 anos na PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). Nas redes sociais, Marlene exaltava a profissão. Em nota divulgada ao Midiamax, a instituição lamentou a morte da subtenente.

O suspeito foi encaminhado para a Deam. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Feminicídios registrados em MS (2026)

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
  • Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março;
  • Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março;
  • Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março;
  • Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) – 6 de abril.
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