A Justiça negou o pedido de liberdade do médico veterinário preso por esfaquear um zootecnista, de 43 anos, durante briga por resultado de prova de Ranch Sorting, em Campo Grande, no dia 11 de abril. Desde a data do ocorrido, o agressor está preso preventimvamente.
O requerimento de revogação de prisão preventiva foi encaminhado pela defesa do investigado na última semana. O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande indeferiu o pedido.
A autoridade reforça o relato de testemunhas de que o veterinário afirmou que “teria ido para degolar
a vítima e que, se não morresse, degolaria outro dia”. Dessa forma, entende que a prisão deve ser mantida para garantia da ordem pública.
A Justiça aponta, ainda, que o crime é extremamente grave e ocorreu por motivo de pouca importância, o que
demonstra desproporcionalidade por parte do agressor.
Conforme o boletim de ocorrência, equipes da 6ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) foram acionadas por volta das 18h53, em uma chácara onde ocorria uma competição de cavalos.
Quando a equipe chegou ao local, o suspeito informou ter reagido após receber um soco, fazendo uso de um canivete para esfaquear a vítima. Entretanto, duas testemunhas apresentaram versões diferentes.
Isso porque afirmaram que, aproximadamente 30 minutos depois de uma discussão motivada por discordância quanto à pontuação da competição e reclamação direcionada ao juiz, o suspeito dirigiu-se até a vítima na pista de competição e, após trocarem empurrões, desferiu um golpe de canivete na região da clavícula direita do homem.
A vítima, por sua vez, foi socorrida em estado grave e encaminhada para um hospital particular da Capital. Segundo consta no boletim de ocorrência, houve a necessidade de intubação e procedimento cirúrgico. O estado de saúde dela é estável.
Durante a discussão, testemunhas tentaram intervir e conseguiram conter os envolvidos. Para a polícia, uma delas informou que afastou o autor do local, ocasião em que presenciou o homem arremessando e enterrando o canivete no chão. Ainda, o suspeito teria proferido ameaças: “Eu fui degolar ele, e, se não morrer, eu degolo outro dia”.
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