Motoristas que utilizam a ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, deverão redobrar a atenção a partir desta sexta-feira (12). O tráfego no local passará a operar em meia pista para o início das obras de recuperação estrutural da ponte, considerada uma das principais ligações de acesso à região pantaneira.
Nesta fase inicial, não haverá interdição total da estrutura. A circulação de veículos ocorrerá em sistema de pare e siga, durante 24 horas por dia, com apoio de plataformas metálicas para garantir a passagem dos veículos.
Para orientar os usuários da rodovia, a instalação da sinalização já começou em pontos estratégicos para quem segue em direção a Corumbá ou retorna do município.
Faixas informativas e painéis de LED serão posicionados em locais de grande circulação, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, as proximidades da praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança.
A medida tem como objetivo alertar os motoristas com antecedência, organizar o fluxo de veículos e aumentar a segurança durante a execução dos trabalhos.
Com investimento superior a R$ 11,7 milhões, a intervenção será executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), por meio de um termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O projeto prevê a recuperação completa dos elementos estruturais da ponte, incluindo correção de falhas e reforço da estrutura para ampliar a segurança, a durabilidade e a confiabilidade da travessia.
A ponte é considerada estratégica para a mobilidade da população, o transporte de cargas, o turismo e o acesso a Corumbá e à região do Pantanal.
Durante a execução dos serviços, poderão ser necessárias interdições programadas, em média a cada 21 dias.
Segundo o planejamento, esses bloqueios deverão ocorrer preferencialmente aos fins de semana e durante o período noturno. A população será comunicada previamente sempre que houver necessidade de interrupção total do tráfego.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, afirmou que a obra foi planejada para minimizar os impactos aos usuários.
"Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente. Neste momento, o tráfego seguirá em meia pista, e qualquer interdição futura será comunicada previamente para que moradores, empresas e transportadores possam se organizar", declarou.
A ponte já havia recebido uma intervenção emergencial realizada pelo Governo do Estado, com reparos voltados à estabilização da estrutura.
Com o início desta nova etapa, a proposta é garantir uma solução definitiva para um corredor considerado essencial à integração regional, ao escoamento da produção, ao turismo e ao deslocamento da população que vive e trabalha em Corumbá e em toda a região pantaneira.
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