A demanda global por cobre deve crescer 30% até 2040, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). O mineral é peça central da transição energética, presente em veículos elétricos, redes de distribuição de energia e infraestrutura de geração solar e eólica.
Para empresas de pesquisa mineral, esse cenário amplifica a importância de identificar e ampliar depósitos com eficiência — e é esse o pano de fundo que levou a Axía Resources ao XII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (SIMEXMIN 2026), realizado entre 17 e 20 de maio em Ouro Preto (MG).
A companhia desenvolve dois projetos estratégicos em Goiás: a ampliação de uma reserva de cobre sulfetado já estimada em 4,5 milhões de toneladas de minério em Bom Jardim de Goiás, atualmente em fase de sondagem, e a exploração de ouro em Niquelândia, onde a primeira etapa de sondagem exploratória foi iniciada.
O SIMEXMIN 2026, organizado pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), reúne em torno de 1.600 profissionais e pesquisadores nacionais e internacionais para debater os avanços e desafios da pesquisa mineral. A edição de 2026 teve como eixos temáticos minerais estratégicos, tecnologias aplicadas à prospecção, geometalurgia e sustentabilidade.
Representando a Axía no simpósio, o geoquímico e consultor da empresa, Olavo Caramori Borges, participou de painéis técnicos e reuniões institucionais voltados às novas fronteiras da pesquisa mineral. Entre as tecnologias discutidas, a geofísica aerotransportada por Magnetometria e Eletromagnetometria (ME Airborne) concentrou atenção especial; a técnica utiliza sensores embarcados em aeronaves para mapear variações do campo magnético e elétrico do subsolo, sem a necessidade de intervenção direta no terreno nessa etapa.
"As discussões e casos apresentados demonstraram o potencial dessa ferramenta para acelerar a identificação de estruturas geológicas profundas e alvos mineralizados. A possibilidade de adquirir dados em larga escala, com alta resolução e rapidez, representa uma oportunidade relevante para otimizar a seleção de alvos e aumentar a eficiência dos programas exploratórios da companhia", afirma Caramori Borges.
Já na geoquímica exploratória, o ganho não está na cobertura, mas na qualidade do dado coletado e na capacidade de interpretar o que ele revela antes de decidir executar uma sondagem. "Com melhor qualidade na amostragem, interpretação integrada e uso de dados multielementares, a empresa consegue diminuir o risco geológico, otimizar investimentos e direcionar sondagens para alvos mais consistentes", explica o consultor.
Os desafios que tornam essas metodologias atraentes são concretos. Para Caramori Borges, o principal obstáculo da exploração nos estados onde a Axía atua é equilibrar a complexidade exploratória com controle de custos, licenciamento e logística de campo, tudo isso mantendo a qualidade técnica dos trabalhos.
Para a Axía, a atualização tecnológica não se desvincula de uma postura sobre como a mineração deve se desenvolver. Leonardo Prudente, diretor executivo da empresa, defende que os dois temas são inseparáveis.
"A demanda por cobre, lítio, níquel, terras raras e outros metais críticos é crescente, mas precisa caminhar junto com boas práticas ambientais, relacionamento com comunidades, rastreabilidade, eficiência energética e redução de impactos. Isso significa desenvolver projetos com visão técnica, econômica, social e ambiental desde as fases iniciais", afirma o executivo.
A Axía acumula mais de 10 mil metros de sondagem diamantada, mais de 440 mil análises geoquímicas multielementares e 490 km de linhas geofísicas levantadas em suas áreas de atuação.
Para mais informações, basta acessar o site da companhia: https://axiaresources.com.br/
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