Segundo o governo australiano, o Brasil consolidou-se como o quarto maior mercado em volume de solicitações de vistos para estudantes internacionais com destino à Austrália, posicionando-se atrás apenas de China, Índia e Nepal. Entre julho de 2024 e junho de 2025, foram registradas 15.450 solicitações de visto estudantil por brasileiros, movimento que reforça o interesse crescente pelo país como destino de formação acadêmica e impulsiona uma nova etapa da relação educacional entre as duas nações.
O avanço ocorre em um momento de transformação na estratégia de internacionalização da educação australiana. Tradicionalmente concentrado em mercados asiáticos, o país vem ampliando sua atuação em regiões consideradas estratégicas para o futuro da cooperação acadêmica global, incluindo a América Latina.
Segundo Phil Honeywood, CEO do International Education Association of Australia (IEAA), o objetivo é construir relações de longo prazo com países que apresentem potencial para intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento científico e formação de talentos.
"Estamos ampliando nossa presença em mercados que oferecem oportunidades de colaboração acadêmica e científica de longo prazo. O Brasil reúne universidades de excelência, capacidade de pesquisa e uma comunidade estudantil altamente qualificada, o que cria um ambiente favorável para novas parcerias", afirma.
Brasil em posição de destaque
Além do crescimento no número de estudantes, o Brasil também vem ganhando relevância no ambiente de cooperação universitária. Atualmente, existem 82 acordos firmados entre instituições brasileiras e australianas, envolvendo intercâmbio estudantil, programas de mobilidade, pesquisa conjunta e desenvolvimento acadêmico.
As áreas consideradas prioritárias para essa colaboração refletem interesses estratégicos compartilhados pelos dois países, incluindo agricultura, mineração, engenharia, tecnologia, mudanças climáticas, aquicultura e turismo.
Embora cursos de inglês e programas profissionalizantes continuem atraindo brasileiros para a Austrália, o foco das novas iniciativas está cada vez mais direcionado à pós-graduação e à pesquisa. A estratégia prevê ampliar oportunidades para estudantes brasileiros em programas de mestrado e doutorado, especialmente em áreas que demandam acesso a infraestrutura avançada, centros de excelência e projetos internacionais de inovação.
"O fortalecimento dessa agenda é impulsionado tanto por bolsas oferecidas pelas universidades australianas quanto por mecanismos de incentivo à pesquisa existentes no Brasil, criando novas oportunidades para a formação de pesquisadores e para a produção conjunta de conhecimento", diz Honeywood.
De acordo com o ranking mais recente da BELTA, a Austrália já ocupa a sexta posição entre os destinos mais pesquisados pelos brasileiros que desejam estudar no exterior, tendência que deve se fortalecer nos próximos anos à medida que as instituições australianas ampliam sua presença na América Latina.
Além do Brasil, países como Colômbia, Chile e Argentina também estão entre os mercados prioritários da nova estratégia australiana. A expectativa é que o movimento amplie o fluxo de estudantes, pesquisadores e projetos de cooperação acadêmica entre as regiões, fortalecendo conexões educacionais em áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento econômico e científico global.
Como estudar na Austrália
Para os interessados em cursar uma graduação ou especialização na Austrália, o processo é simples e direto:
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