Terça, 16 de Junho de 2026
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Campo Grande-MS Polícia

Empresário morreu por hemorragia e traumatismo craniano, aponta certidão de óbito

Antônio César Trombini estave em uma cela do Centro Integrado de Polícia Especializada do bairro Tiradentes

03/05/2025 16h24 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Pedrinho Bambam Fonte: Top mídia News
Imagem/Redes sociais
Imagem/Redes sociais

O atestado de óbito liberado à família aponta que o empresário Antônio César Trombini, de 60 anos, morreu após sofrer uma hemorragia e traumatismo craniano. O falecimento ocorreu nesta sexta-feira (2), na cela da Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), do bairro Tiradentes, onde ele estava detido por dirigir bêbado e provocar um acidente no Centro de Campo Grande. Ele bateu no veículo do pai de um policial.

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Segundo Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, por volta das 11h, um preso na mesma cela informou a um dos investigadores que Trombini havia passado mal e não estava respirando. Os policiais se deslocaram até o local e constataram que ele não apresentava sinais vitais. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito às 12h.

A Perícia Científica esteve no local e constatou que o corpo não apresentava nenhum tipo de lesão. Foi apontado que supostamente o empresário morreu por 'causas naturais'.

 

REVOLTA

Segundo a ex-esposa, Sandra de Fátima Teixeira, Antônio passou mal na cela e morreu devido a um suposto traumatismo craniano que sofreu durante o acidente, e não por comorbidades.

Durante o acidente, Antônio teria batido com a cabeça. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionada, porém, só constaram que ele sofreu uma lesão no braço e depois o liberaram para ir para a delegacia.

“Ele não teve atendimento, bateu com a cabeça, teriam que ter levado ele no mínimo para uma UPA ou para um hospital. Dali só o mandaram para uma delegacia. Ele passou mal na cela porque não foi atendido quando sofreu o acidente. O Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) informou que ele morreu devido ao acidente e pela falta de prestação de socorro”, disse Sandra.

Ela relata que o irmão de Trombini, que é médico, foi até a cela para tentar fazer um exame em Antônio, porém, não deixaram e negaram de 'todas as formas' o atendimento médico ao empresário.

Sandra informou ainda que vai levar a denúncia para à Corregedoria da Polícia devido às supostas irregularidades durante a ocorrência e que resultaram na morte de seu ex-companheiro.

“Tentei de todas as formas com a minha filha, para liberar ele para levar ao médico, pois sabíamos que ele não estava bem, mas eles não deixavam atender. Trataram ele como indigente", disparou. A família Trombini está muito revoltada com o que aconteceu.

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