O que era pra ser só o fim de um relacionamento virou um caso grave de tentativa de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Indiamara Vendruscolo, professora, foi esfaqueada oito vezes dentro da própria casa no dia 14 de abril. O autor do crime? Vilmar Meza da Silva, de 44 anos, ex-companheiro dela, que não aceitava o término.
Depois de fugir do local do crime, Vilmar ficou quase três semanas desaparecido. Mas neste domingo (4), ele foi finalmente encontrado e preso em Rio Verde, no norte do estado.
Foi reconhecido no pedágio
A prisão só aconteceu por causa de uma denúncia anônima. Uma pessoa reconheceu Meza quando ele passou por um pedágio da BR-163 e avisou a polícia. A partir daí, os investigadores começaram a usar o sistema de câmeras da estrada pra localizar o suspeito. Eles identificaram a moto que ele usava e conseguiram chegar até ele.
Vilmar foi levado pra delegacia de Rio Verde, mas deve ser transferido em breve para o presídio masculino de Coxim.
Ataque covarde
De acordo com a polícia, o crime foi premeditado. Meza invadiu a casa da ex, armado com uma faca, e atacou sem dar chance de defesa. As facadas atingiram vários órgãos. Indiamara foi levada às pressas para Campo Grande, onde passou por cirurgia. Sobreviveu, mas só depois de muita luta no hospital.
Agora, ela está em casa, em processo de recuperação — física e emocional. Amigos e familiares dizem que ela ainda está muito abalada, mas grata por estar viva.
Machismo e violência
A polícia investiga o caso como tentativa de feminicídio, crime que acontece quando a mulher é atacada por ser mulher. Segundo relatos de pessoas próximas, Vilmar já mostrava sinais de ciúmes e controle durante o relacionamento.
Esse é mais um exemplo de como o machismo e a cultura do controle ainda colocam a vida de mulheres em risco todos os dias.
A denúncia salvou o caso
O ponto-chave dessa prisão foi a participação da população. Se a pessoa que viu Vilmar no pedágio não tivesse avisado, ele poderia estar solto até agora. A polícia reforça a importância das denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo número 181.
Indiamara sobreviveu. Mas poderia não ter.
O caso serve de alerta: o ciclo da violência quase sempre começa com ameaças, controle e agressões verbais. Romper esse ciclo não é fácil — e, como neste caso, pode até ser perigoso. Por isso, é fundamental que as mulheres tenham redes de apoio, proteção e que os agressores sejam punidos com rigor.
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