A janela partidária de 30 dias, encerrada nesta sexta-feira (3), provocou intensa movimentação política em Mato Grosso do Sul, com destaque para a Assembleia Legislativa (Alems), onde 13 dos 24 deputados estaduais trocaram de partido. O período consolidou o fortalecimento de siglas alinhadas ao grupo do governo, como PL e Republicanos.
O PL tornou-se a maior bancada da Casa de Leis, passando de três para sete deputados estaduais. A legenda, comandada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, ganhou espaço que antes era ocupado pelo PSDB.
Apesar da saída do deputado João Henrique Catan, que se filiou ao Novo, o partido recebeu novos nomes, incluindo parlamentares oriundos do PSDB e MDB, além do retorno de um deputado que já havia passado pela sigla. A bancada também manteve dois deputados que já integravam o partido.
O Republicanos foi o partido que mais cresceu proporcionalmente, saindo de uma para quatro cadeiras na Assembleia. A legenda recebeu deputados que deixaram PSD, MDB e União Brasil, ampliando sua presença no Legislativo estadual.
O PSDB terminou a janela partidária com apenas três deputados estaduais, reduzindo pela metade sua bancada. Já o MDB foi o partido mais impactado negativamente, ficando com apenas um representante na Assembleia após perder dois parlamentares.
O PT foi o único partido que não registrou mudanças, mantendo seus três deputados estaduais.
A federação formada por União Brasil e PP aparece na sequência com quatro deputados. O PP ampliou sua bancada, enquanto o União Brasil manteve um representante.
Outras movimentações incluem a filiação de um deputado ao Avante, após período sem partido, garantindo a organização de chapas para as próximas eleições.
As mudanças também atingiram o primeiro escalão do governo estadual. O vice-governador migrou para o Republicanos, movimento que viabiliza sua permanência na chapa de reeleição do governador Eduardo Riedel.
Outros nomes do governo que deixaram cargos para disputar as eleições também trocaram de partido, refletindo o cenário de reorganização política.
A janela partidária consolidou a base aliada ao governo estadual e redesenhou o equilíbrio de forças tanto na Assembleia Legislativa quanto na bancada federal. As mudanças já indicam a formação de alianças e estratégias para as eleições de 2026.
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