Três favoritos para o cargo de deputado federal não compareceram aos atos organizados para Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul, o que levantou crítica nos bolsonaristas contrários a união com algumas lideranças.
O trio que disputará a eleição pelo União Progressista não compareceu: Rose Modesto (União), Geraldo Resende (União) e Dagoberto Nogueira (PP). A ausência motivou crítica dos bolsonaristas porque muitos acusam a federação de abrir espaço para lideranças que não são de direita, o que pode dificultar a vida de aliados.
Rose já pertencia ao União Brasil e não trocou de partido apenas por conveniência. Ela, inclusive, embora tenha votado em diversas ocasiões com Jair Bolsonaro (PL) quando era deputada, nunca quis se posicionar nesta briga entre quem defende Lula ou Bolsonaro.
Já Dagoberto e Geraldo Resende sempre votaram favoráveis ao atual governo, de Luiz Inácio Lula da Silva. Dagoberto era filiado ao PDT, partido de centro-esquerda, antes de chegar ao PSDB para ter uma eleição mais fácil. Neste ano, trocou o PSDB na reta final, após desentendimento com Aécio, e foi para o PP, mesmo não concordando com a ideologia partidária, de centro-direita. Como pertence ao grupo de Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja, ele teria poucas opções e acabou se mudando para o PP em busca de um caminho mais fácil para a reeleição.
Geraldo era filiado ao PSB antes de se mudar para o PSDB. Ficou no partido por alguns anos e trocou recentemente, depois que Dagoberto e Beto Pereira deixaram o partido. Ele foi para o União após tratativa com o diretório nacional, que obrigou o PP de MS a aceita-lo, porque os partidos têm uma federação.
Liderada por Tereza em MS, a federação pode eleger três federais que não são tão ligados a direita. É grande a possibilidade de Rose, Geraldo e Dagoberto serem eleitos e Luiz Ovando (PP), único deputado federal de direita do grupo, ficar fora.
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