A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou a lei que estabelece critérios baseados no sexo biológico para o uso de banheiros públicos e privados. A informação foi publicada na edição extra do Diogrande desta quarta-feira (22).
A proposta foi aprovada pela Câmara da Capital no fim do mês de março. A aprovação por 13 a 11 foi marcada por bate-boca entre os parlamentares e populares.
Durante a votação, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) manifestou oposição ao projeto, classificando-o como um ataque aos direitos das mulheres trans e argumentando que a medida nega a existência dessa população ao focar exclusivamente em aspectos biológicos.
Segundo a parlamentar, o texto é inaceitável, por confrontar os direitos humanos. Ela sugeriu o arquivamento da matéria pelo mérito.
Em contrapartida, a vereadora Ana Portela (PL) defendeu a proposta como uma forma de assegurar os direitos básicos das mulheres biológicas.
Portela afirmou que a medida visa garantir a privacidade e segurança, declarando que muitas mulheres não desejam compartilhar banheiros com pessoas do sexo biológico masculino.
Durante a discussão em plenário, o debate ampliou-se para as prioridades da gestão municipal e a legalidade da proposta. A oposição classificou a proposição do projeto como representação de ódio à comunidade LGBTQIAPN+. Por outro lado, a bancada da direita na Câmara afirmou que o projeto é uma demanda da sociedade e que preserva a segurança das mulheres biológicas e trans.
O vereador Jean Ferreira (PT) argumentou que mulheres trans enfrentam maior risco de violência ao serem compelidas a utilizar banheiros masculinos. Ele ainda questionou a exclusão de pessoas intersexuais, cujas características físicas não se enquadram na definição binária de sexo biológico proposta pelo texto.
Jean ressaltou também que a população trans já enfrenta exclusão severa, com altos índices de expulsão familiar e dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Por fim, o parlamentar acusou a inconstitucionalidade da proposta.
Na sequência, o vereador André Salineiro (PL), propositor da lei, disse que a iniciativa busca preservar os direitos conquistados pelas mulheres, que, na visão do parlamentar, são mitigados por correntes ideológicas. Ele ainda afirmou que, por meio da iniciativa, ao separar o uso de banheiros, estão sendo garantidas a segurança e a privacidade das mulheres biológicas.
Ele destacou que as mulheres trans também serão protegidas, uma vez que, segundo o parlamentar, há incidência de pais agredindo pessoas trans que são flagradas usando o mesmo banheiro que as filhas.
Política Proposta que criminaliza misoginia avança na Câmara dos Deputados
Política Prefeita decreta intervenção no transporte coletivo da Capital
Política TCE emite parecer para reprovação de contas e prefeito pode ficar inelegível Mín. 18° Máx. 29°
Mín. 19° Máx. 31°
Tempo limpoMín. 19° Máx. 33°
Chuva