Justiça de MS negou pedido da prefeita Adriane Lopes (PP) para retirar posts da deputada federal Érika Hilton (PSOL) com denúncias envolvendo a gestão municipal de Campo Grande. O magistrado também marcou audiência de conciliação entre as partes.
A prefeita da Capital processou a deputada trans por associar a prefeitura a escândalos de corrupção. Na apresentação da ação, foi pedido que as publicações de esquerdista fossem retiradas liminarmente.
No entanto, o magistrado entendeu que a prefeita deveria apresentar elementos que indiquem que as acusações da parlamentar sejam falsas. Os elementos trazidos pela defesa da gestora não foram suficientes para convencer o juiz.
''Ausente tal suporte probatório na petição inicial, e dependendo a controvérsia de regular instrução probatória para o esclarecimento dos fatos, eventual pronunciamento judicial deverá aguardar a formação do contraditório e a produção das provas pertinentes'', anotou o juiz que comanda o caso.
No despacho, foi marcada audiência de conciliação para 16 de setembro deste ano, às 13h.
O caso
Na ação, a prefeita afirma que Erika Hilton atribuiu à sua gestão uma série de irregularidades, entre elas um suposto desvio de R$ 156 milhões na saúde pública, a nomeação de 12 pastores para administrar o orçamento municipal, investimentos do Instituto Municipal de Previdência no Banco Master, convênios para empréstimos consignados, denúncias de superfaturamento em licitação de semáforos, fraudes em contratos de iluminação pública e a classificação de Campo Grande como a "pior prefeitura do país".
Segundo a defesa de Adriane Lopes, as publicações alcançaram grande repercussão nas redes sociais, com dezenas de milhares de curtidas, compartilhamentos e comentários.
Antes de recorrer ao Judiciário, os advogados da prefeita afirmam ter enviado uma notificação extrajudicial ao gabinete da deputada, concedendo prazo de 72 horas para que fossem apresentados documentos que comprovassem as afirmações ou que as publicações fossem retiradas do ar. De acordo com a petição, não houve resposta nem remoção do conteúdo.
Em caráter de urgência, Adriane Lopes pede que a Justiça determine o arquivamento imediato das publicações — medida que as retira da visualização pública, mas preserva o conteúdo para eventual restauração futura. Também solicita multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.
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